A maior arbitragem de SEO em português está na seção 23
Existe uma seção das Search Quality Rater Guidelines escrita diretamente para avaliadores fora do mundo anglófono — como os brasileiros. A 23.0 diz, quase com ironia: “sabemos que você lê inglês (está lendo este documento!), mas só dê notas altas a resultados em inglês se os usuários do seu locale os esperariam para aquela query”.
E completa: resultado em inglês que a maioria do locale não lê deve ser considerado inútil — Fails to Meet, a nota mais baixa da escala de satisfação. Os exemplos são taxativos: a Wikipedia em inglês sobre Barack Obama, com conteúdo equivalente à versão no idioma local, é inútil para quem não lê inglês. Query digitada em alfabeto latino não muda nada: [ronaldo] buscado em híndi merece resultado em híndi.
A leitura estratégica para quem opera no Brasil:
- Sua concorrência real numa query em português é só o que existe em português. O melhor conteúdo do mundo em inglês não disputa a SERP com você — para o avaliador (e para o algoritmo treinado nessa régua), ele nem é um resultado válido.
- Nicho onde a melhor informação está em inglês = SERP de baixa concorrência com demanda comprovada. A versão nativa bem-feita não compete com a fonte gringa; substitui um vácuo.
- As exceções são estreitas e úteis: site oficial de organização global, termos técnicos que a comunidade não traduz (comandos, código, nomes de função — o modelo certo é explicação em português com os termos no original) e locales onde inglês é corrente.
Traduzir-adaptar com critério o que só existe em inglês não é atalho — é literalmente o que a régua do Google pede para o usuário brasileiro.
Análise completa no guia comentado: Local, idioma e o caso dos dicionários.