Perfil de autor fake agora é fraude, não "otimização de E-E-A-T"

Ricardo Maekawa Ricardo Maekawa · · 218 palavras · 2 min de leitura

A indústria respondeu ao E-E-A-T inventando autores: foto de banco de imagem (ou de IA), bio genérica, credenciais vagas. O Google respondeu por escrito. A seção 4.5.3 das Search Quality Rater Guidelines agora lista, nominalmente, como informação enganosa sobre o site ou criadores:

  • Sites com perfis de dono ou autor “fake” — “conteúdo gerado por IA com perfis de ‘autor’ inventados (imagens geradas por IA ou descrições enganosas de criador) para fazer parecer que o conteúdo foi escrito por pessoas”.
  • Credenciais falsas ou infladas — “um perfil de autor que alega falsamente ter credenciais ou expertise (ex.: o criador alega falsamente ser um profissional de medicina) para fazer o conteúdo parecer mais confiável”.

Categoria: engano. Nota: Lowest — a mesma de golpes e phishing. E o agravante da seção 4.5: o avaliador não precisa de prova; suspeita forte basta.

O detalhe que muita operação de conteúdo ignora: até o exagero leve tem nota. A seção 5.6 manda dar Low quando as credenciais parecem infladas “só para impressionar” — o E-E-A-T se avalia pelo conteúdo, pela reputação externa e por credenciais verificáveis, nunca pelo “sou expert!” autodeclarado.

As duas opções defensáveis: autor real com credencial verificável, ou nenhum autor. A terceira opção virou passivo com nome no manual.

Análise completa no guia comentado: Lowest: páginas não confiáveis e spam.

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